Efervescente

Thursday, November 17, 2005

Acidente na A1


Choque na A1 fez três mortos e dois feridos em estado grave
17.11.2005


Três mortos e 19 feridos é o resultado de um choque em cadeia que envolveu cerca de 80 viaturas, esta quinta-feira de manhã, na auto-estrada do Norte na zona de Aveiras-de-Cima, sentido Sul-Norte. Dois dos 19 feridos estão em estado grave.

De acordo com o tenente-coronel Rodrigues Sá, da Brigada de Trânsito, as três faixas da auto-estrada continuavam cortadas, às 12h30, entre o troço Aveiras-Cartaxo, não havendo ainda "previsão da abertura porque se está a proceder à remoção dos pesados envolvidos e ainda tem de se limpar a via". "Os ligeiros estão a circular pelas bermas, mas o trânsito ainda está muito condicionado" (ficou cortado por volta das 8h30), acrescentou.

Em comunicado, a concessionária da auto-estrada do Norte, Brisa, aconselha os condutores a prestarem atenção às informações de tráfego que estão a ser divulgadas através dos painéis de mensagem variável instalados na A1 e na A9, e recomenda "especial cautela atendendo às condições climatéricas verificadas hoje".
A Brigada de Trânsito está a aconselhar os automobilistas que pretendam dirigir-se para Norte a optarem pela A8."A Brisa, em articulação com a Brigada de Trânsito da GNR, accionou os meios de socorro e assistência necessários", acrescenta.
Segundo o tenente-coronel Sá, "a causa do acidente não está apurada, mas poderá ter sido potenciada pelo nevoeiro que caiu".
Os feridos foram encaminhados para os hospitais de Santarém e de Vila Franca de Xira.


Aveiras de Cima: Aspecto parcial do acidente de viação ocorrido na A1, a 50 km a norte de Lisboa, e cujo choque em cadeia envolveu 80 veículos e provocou 3 mortos.

Wednesday, November 16, 2005

A cidade-livre

Christiania

O turista distraído que passa por København (Copenhague, em dinamarquês) nem sequer percebe Christiania. É como se fosse um bairro, incrustado que está na capital escandinava.



A história começa em 1971, quando um terreno do exército cheio de alojamentos abandonados foi invadido por grupos de hippies, libertários, socialistas, punks e fugitivos (da lei, dos pais, da sociedade convencional), entre tantos outros. Seguiam a sugestão de um artigo publicado num jornal chamado Hovedbladet (Revista Cabeça), ele mesmo parte de uma exibição de arte chamada "Dar e Receber" que lotava Copenhague de "alternativos". Ao final da migração, foi declarado o nascimento oficial de Christiania, "uma sociedade alternativa livre, baseada na convivência com o próximo e com a natureza".
Quando o governo e a polícia perceberam o que ocorria na área militar, era tarde demais: já havia mais de mil pessoas a morar lá, e, segundo a história conta, o espaço era muito grande para uma operação policial (90 mil m2). O assunto "Christiania" foi parar no Parlamento, que decidiu aceitar a área como experimento social até que se decidisse o que fazer com o espaço militar - contanto, claro, que seus moradores pagassem eletricidade, água e um aluguer para o Departamento de Defesa. De qualquer forma, conseguiram um espaço livre e autónomo, apesar de até hoje a tolerância política ser tênue: a polícia ainda faz "batidas" contra os vendedores de haxixe e marijuana.


Christiania é organizada em vários conselhos, onde todos os moradores têm direito a opinar e discutir os problemas comunitários. As decisões não são feitas por votação, mas sim através do consenso. Isso significa que não é a maioria que decide, mas sim que todos têm que estar de acordo com as decisões tomadas nas reuniões. Às vezes, contam-se os votos somente para se ter uma ideia mais clara das opiniões, mas essas votações não têm nenhum significado deliberativo, não contam como uma solução para os problemas da comunidade.
Christiania é dividida em 15 áreas, cada uma administrada pelos seus moradores, para facilitar o funcionamento dos serviços básicos.
Pode ser um processo difícil, e muitos christianitas (como são chamados seus habitantes) estão cansados de reuniões. Mas todos eles, inclusive os milhares de ex-moradores que hoje estão espalhados pelo mundo, aprenderam algo sobre autogestão através deste processo
Economia


Baseado num cálculo de 1996, Christiania recolhia e gastava 9,5 milhões de coroas (a moeda dinamarquesa, cerca de 10 para 1 com o dólar) por ano. Os residentes arcavam com 66% desse valor em forma de aluguel, optativo: os que não querem ou não podem não precisam pagar. Dez a 20% deles são os que não pagam. Os negócios, como lojas, fábricas e bares, pagam outros 34% desse valor para arcar com os impostos sobre o produto que o governo dinamarquês cobra. Uma grande conquista é que o pagamento não é feito diretamente ao governo, mas ao Conselho de Christiania, que arrecada, gere e paga as contas da população. O Conselho, como sempre, é aberto e livre para a participação.



Christiania não tem leis, mas foram criados alguns consensos para o bom convívio da sociedade:


*Não às drogas pesadas*
*Não às armas*
*Não à violência*
*Não se negociam prédios ou áreas residenciais*

Thursday, November 10, 2005


Olá Olá!

Bem vindos ao efervescente spot ...

Efervescente